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jueves, 19 de mayo de 2011
Série de atentados deixa ao menos 25 mortos e 79 feridos no Iraque
Pelo menos 25 pessoas foram mortas, a maioria policiais, e 79 ficaram feridas nesta quinta-feira, vítimas de uma série de atentados contra a polícia na cidade iraquiana de Kirkuk, a norte de Bagdá, segundo autoridades locais e fontes médicas.
Pelo menos três ataques foram executados em pouco mais de uma hora no centro da cidade, alvo de disputa entre o governo central de Bagdá e as autoridades curdas, que desejam integrá-la à região autônoma do Curdistão, de acordo com os serviços de segurança.
"As explosões provocaram 25 mortos e 79 feridos, a maioria deles, policiais", declarou Sadiq Omar Rasul, diretor dos serviçs de saúde da província de Kirkuk, situada 240 km a norte de Bagdá. O balanço foi confirmado pelos serviços de segurança.
Uma primeira explosão, provocada por uma bomba colocada em um automóvel, ocorreu às 09h20 local (03h20 Brasília), no estacionamento do quartel-general da polícia, no centro da cidade. Instantes depois, um carro-bomba explodiu próximo ao local do primeiro ataque.
Às 10h30, um terceiro carro-bomba foi detonado no centro de Kirkuk, quando passava por ele o comboio do chefe do departamento de investigações criminais da polícia, coronel Aras Mohamed, que ficou ferido junto com outras 13 pessoas.
Estes atentados acontecem um dia depois do anúncio das autoridades iraquianas sobre a prisão de um suposto chefe militar da Al-Qaeda no Iraque, em uma operação do exército a oeste de Samarra, 110 km a oeste de Bagdá.
martes, 17 de mayo de 2011
TAM reverte prejuízo com lucro no primeiro trimestre
Nos primeiros meses de 2011, a companhia aérea apresentou resultado positivo de 128,8 milhões de reais, diferente da negativa do mesmo período no ano passado
Apesar da alta, a empresa está cortando despesas, especialmente no que diz respeito ao custo por passageiro
A companhia, que costura uma fusão com a chilena LAN, teve lucro líquido de 128,8 milhões de reais, após perda de 70,9 milhões de reais sofrida nos três primeiros meses de 2010. O resultado foi divulgado após a rival Gol informar na semana passada que teve lucro líquido de 31,9 milhões de reais no primeiro trimestre, ante resultado positivo de 23,9 milhões de janeiro a março do ano passado.
A TAM manteve suas estimativas para o ano, de crescimento da demanda doméstica de 15 % a 18 % e de sua oferta entre 10 % e 13 %. A companhia também manteve expectativa sobre o preço médio do barril do petróleo WTI em 2011, de 93 dólares, e de um custo, excluindo despesas com combustíveis, com recuo de 5%.Na semana passada, a concorrente Gol elevou sua previsão para o barril do petróleo de 82 a 93 dólares para 100 a 115 dólares, em meio à alta dos preços da commodity nos últimos meses, e manteve projeção de expansão da demanda doméstica entre 10% e 15%.
A TAM fechou o primeiro trimestre com receita líquida 16,8 % maior que a registrada um ano antes, somando 3,04 bilhões de reais. Enquanto isso, as despesas operacionais totais evoluíram mais lentamente, em 16 %, para 2,93 bilhões de reais.Já o resultado financeiro passou de uma despesa de 183,8 milhões de reais no primeiro trimestre de 2010 para receita de 84,5 milhões de reais de janeiro a março deste ano.
A empresa apresentou Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguel de aeronaves) de 380,5 milhões de reais – uma alta ligeira de 1,1 % sobre o total apurado um ano antes. Já a margem no período caiu de 14,5% para 12,5%.
A melhora no desempenho veio com queda nas tarifas. O yield doméstico, medidor do preço das passagens, caiu 5,7% na comparação anual, para 18,2 centavos de real, enquanto o internacional tombou 9,2%, para 14,8 centavos. Em dólar, o yield internacional também recuou, 1,8%. Já o yield geral da empresa, que inclui receitas com cargas, subiu 1,4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2010, para 22,4 centavos de real.
A empresa, que como a rival Gol está trabalhando em corte de despesas em um cenário de intensa competitividade doméstica, reduziu seus custos por assento-quilômetro percorrido (Cask) sem incluir combustível em 3,8% no período.
(Com Reuters)
(Com Reuters)
Schwarzenegger teve um filho com uma empregada da casa
O ex-governador da Califórnia admitiu em comunicado a pulada de cerca
O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger teve um filho com uma funcionária de sua casa, revelou nesta terça-feira o jornal Los Angeles Times. Este foi o verdadeiro motivo para o fim do casamento de 25 anos com a jornalista Maria Shriver, integrante do clã Kennedy.Os dois anunciaram a separação no último dia 9 de maio. Maria Shriver, no entanto, deixou semanas antes a mansão do casal em Brentwood, distrito de Los Angeles, na Califórnia, momento em que Schwarzenegger tomou conhecimento que o filho era dele. "Depois de deixar o cargo de governador, contei para minha mulher sobre esse evento, que aconteceu há cerca de uma década atrás", afirmou Schwarzenegger em comunicado ao Los Angeles Times. "Eu compreendo e mereço os sentimentos de raiva e decepção entre meus familiares e amigos. Não há desculpas e assumo a responsabilidade completa pelo sofrimento que causei."
No comunicado, o ator diz ainda: "Eu pedi desculpas a Maria, aos meus filhos e minha família. Estou verdadeiramente arrependido. Peço que a mídia respeite a minha mulher e filhos neste período de extrema dificuldade. Enquanto eu mereço sua atenção e críticas, a minha família não."
Ao Los Angeles Times, um assessor da ex-primeira dama disse que ela não vai comentar as declarações. O jornal também não divulgou o nome da funcionária em questão. Ela trabalhou na casa de Schwarzenegger e Shrive por 20 anos e se aposentou em janeiro. O filho nasceu antes que Schwarzenegger começasse a carreira de governador, que durou por sete anos e terminou cinco meses atrás.
Em 2003, o mesmo Los Angeles Times publicou uma longa reportagem que retratava o ator como um mulherengo compulsivo. Maria defendeu o marido em um emocionado discurso a poucos dias da eleição, o que, à época, foi apontado como uma das razões de sua vitória nas urnas. Schwarzenegger e Maria têm quatro filhos, de 14, 18, 20 e 21 anos. No comunicado em que anunciaram a separação, Schwarzenegger, de 63 anos, e Maria, 55, afirmam passar por um "período de transição pessoal e profissional". Dias depois, um amigo do casal contou ao site de celebridade TMZ que ele não aceitava o fim do casamento e queria reatar o romance.
O ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger teve um filho com uma funcionária de sua casa, revelou nesta terça-feira o jornal Los Angeles Times. Este foi o verdadeiro motivo para o fim do casamento de 25 anos com a jornalista Maria Shriver, integrante do clã Kennedy.Os dois anunciaram a separação no último dia 9 de maio. Maria Shriver, no entanto, deixou semanas antes a mansão do casal em Brentwood, distrito de Los Angeles, na Califórnia, momento em que Schwarzenegger tomou conhecimento que o filho era dele. "Depois de deixar o cargo de governador, contei para minha mulher sobre esse evento, que aconteceu há cerca de uma década atrás", afirmou Schwarzenegger em comunicado ao Los Angeles Times. "Eu compreendo e mereço os sentimentos de raiva e decepção entre meus familiares e amigos. Não há desculpas e assumo a responsabilidade completa pelo sofrimento que causei."
No comunicado, o ator diz ainda: "Eu pedi desculpas a Maria, aos meus filhos e minha família. Estou verdadeiramente arrependido. Peço que a mídia respeite a minha mulher e filhos neste período de extrema dificuldade. Enquanto eu mereço sua atenção e críticas, a minha família não."
Ao Los Angeles Times, um assessor da ex-primeira dama disse que ela não vai comentar as declarações. O jornal também não divulgou o nome da funcionária em questão. Ela trabalhou na casa de Schwarzenegger e Shrive por 20 anos e se aposentou em janeiro. O filho nasceu antes que Schwarzenegger começasse a carreira de governador, que durou por sete anos e terminou cinco meses atrás.
Em 2003, o mesmo Los Angeles Times publicou uma longa reportagem que retratava o ator como um mulherengo compulsivo. Maria defendeu o marido em um emocionado discurso a poucos dias da eleição, o que, à época, foi apontado como uma das razões de sua vitória nas urnas. Schwarzenegger e Maria têm quatro filhos, de 14, 18, 20 e 21 anos. No comunicado em que anunciaram a separação, Schwarzenegger, de 63 anos, e Maria, 55, afirmam passar por um "período de transição pessoal e profissional". Dias depois, um amigo do casal contou ao site de celebridade TMZ que ele não aceitava o fim do casamento e queria reatar o romance.
lunes, 16 de mayo de 2011
bin Laden
Guerra ao terror
EUA encontram pornografia no esconderijo de bin Laden
Uma grande quantidade de vídeos estava guardada em complexo, no Paquistão
Osama bin Laden assiste a imagens de uma TV árabe em seu esconderijo, no Paquistão; na tela, ele aparece numa montagem ao lado do rosto de Barack Obama, presidente americano (M24H-NOTICIAS/EXPRESS)
Uma coleção de material pornográfico foi encontrada no esconderijo de Osama bin Laden após a operação militar que matou o terrorista em 2 de maio, afirmaram dois oficiais americanos em anonimato nesta sexta-feira. As fontes disseram que os militares dos Estados Unidos recolheram uma extensa quantidade de vídeos pornográficos na casa onde se escondia o terrorista, no Paquistão, apesar de não confirmarem se era bin Laden quem assistia às imagens.
O complexo, na cidade de Abbottabad, perto de Islamabad, não possuía conexão à internet. Contudo, um vídeo divulgado pelo Pentágono mostra o terrorista assistindo a imagens de si mesmo em uma televisão, indicando que a casa tinha equipamentos audiovisuais. Ainda não se sabe como as pessoas que moravam na mansão adquiriram o material. Mas, outras três autoridades familiarizadas com investigações sobre terrorismo afirmaram que não é raro descobrir material pornográfico em posse de militantes islâmicos.
Comunicação - O comando americano também encontrou um extenso arquivo de troca de e-mails e cerca de 100 pen drives no esconderijo, o que levou os oficiais a acreditarem que era através deles que o líder da Al Qaeda se comunicava com outros terroristas. Nos arquivos recolhidos, há também endereços eletrônicos de centenas de pessoas com quem bin Laden trocava mensagens.
Kadafi pressiona a oposição após morte de seus familiares Pelo menos seis morreram durante esta madrugada em Misrata, oeste da Líbia
Após um ataque da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ter matado o filho mais novo de Muamar Kadafi e três de seus netos, o ditador líbio pressiona as forças rebeldes com uma nova ofensiva. Segundo fontes insurgentes, pelo menos seis pessoas morreram durante esta madrugada em Misrata, oeste da Líbia, em ataques de tanques das forças do regime que tentavam entrar na cidade rebelde pela zona sudoeste da localidade.
"Os tanques de Kadafi tentam entrar na cidade por Al Ghiran, nos arredores de Misrata, perto do aeroporto, onde os combates se concentraram nos últimos dias", afirmou uma fonte rebelde. "Registramos seis mortes e dezenas de feridos desde domingo à noite", declarou uma fonte médica, que não soube precisar o número de civis e combatentes vitimados.
No domingo, as forças leais a Kadafi atacaram uma série de embaixadas ocidentais na Líbia em retaliação às mortes dos familiares do ditador. Os funerais são esperados para esta segunda-feira, no cemitério dos Mártires de al-Hani, em Trípoli, em uma ocasião que pode trazer uma inesperada aparição ou declaração de Kadafi.
Bombardeio - O filho de Kadafi morto durante os bombardeios da Otan foi Saif al Arab, de 29 anos. Ele era o sexto filho de Kadafi, o mais novo e o menos conhecido. Estudou na Alemanha e não havia feito nenhuma aparição pública desde o início do conflito na Líbia, em fevereiro.
Segundo um comunicado da televisão estatal, os netos de Kadafi mortos no ataque foram Saif, de 2 anos, filho de Mohamad Kadafi; Carthage, de 3 anos, filha de Hanibal Kadafi; e Mastura, de 4 meses, e filha de Aisha Kadafi. O ataque também teria feito outras vítimas. Autoridades afirmam que o ditador estava em sua residência em Trípoli quando ela foi destruída por pelo menos três mísseis na noite de sábado.
Tribunal Penal Internacional pede prisão de Muamar Kadafi Ditador líbio e o filho mais velho responderão por crimes contra a humanidade
"Nosso escritório reuniu evidências que comprovam ordens dadas pessoalmente por Kadafi, evidências diretas do recrutamento de mercenários por Saif al Islam e provas da participação de Al Senussi em ataques contra manifestantes", destacou Moreno-Ocampo, que disse ter analisado mais de 1.200 documentos e entrevistado 50 testemunhas. A promotoria também conseguiu comprovar que o general organizou três reuniões para planejar as operações e usou sua "autoridade absoluta" para cometer crimes no país.
Os juízes do TPI ainda podem decidir se aceitam o pedido do promotor, rejeitam ou solicitam informações adicionais para a investigação, que foi iniciada em março por crimes de guerra que teriam sido cometidos na Líbia desde fevereiro contra oito personalidades, entre elas os três acusados. Segundo o promotor do TPI, desde fevereiro milhares de pessoas foram mortas pelo regime de Kadafi.
Detenções - O TPI, que é o primeiro tribunal permanente encarregado de julgar os autores de genocídios, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, não possui forças policiais e depende de seus países membros para realizar detenções. Porém, todos os países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que realiza a intervenção na Líbia, ratificam o estatuto do tribunal. Ou seja, as tropas da Otan têm a obrigação deter Kadafi, seu filho e o chefe dos serviços de inteligência de seu regime.
O governo líbio já afirmou que vai ignorar o anúncio. O ministro do Exterior, Khalid Kaim, disse que as práticas do TPI são questionáveis e que o tribunal é um “filhote da União Europeia”.
Horas contadas – Pouco antes do anúncio do pedido de prisão contra Kadafi, o ministro de Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou que o ditador havia começado a procurar um lugar para se retirar e "desaparecer para sempre" da cena pública.
Em declarações ao Canale 5, propriedade do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, Frattini também disse que o regime líbio "tem as horas contadas" e que as suas ameaças não são mais do que a última tentativa desesperada de atemorizar.
"Trabalhamos para que se encontre uma via de saída política que tire de cena o ditador e sua família e permita a constituição de um Governo de reconciliação nacional", acrescentou o ministro.
(Com agências France-Presse e EFE)
Tags: crimes contra humanidade, detenção, kadafi, líbia, tpi.
sábado, 14 de mayo de 2011
Higienópolis: de como a discussão sobre uma estação de metrô se transformou na maior polêmica da semana
Manifestantes organizam pela internet um churrasco para protestar contra a decisão do governo de mudar a estação a pedido de alguns moradores
Neste sábado, uma churrascada completamente inusitada deve pôr ponto final em uma polêmica que deixou o bairro de Higienópolis, na zona oeste de São Paulo, sob os holofotes que costumam destacar seus habitantes famosos. A decisão do governo estadual de mudar a nova estação do metrô de lugar após ser pressionado por um grupo de moradores mexeu com os brios da população. O assunto virou tema de debates acalorados na internet, piadas preconceituosas e um protesto em praça pública. Até o Ministério Público decidiu entrar na história.
A região é uma das mais nobres da capital paulista, com cerca de 80.000 moradores, imóveis valorizados, carros importados circulando em suas ruas e celebridades desfilando pelas esquinas. O bairro é conhecido também por abrigar uma das maiores comunidades judaicas de São Paulo e duas das faculdades mais caras da cidade – a FAAP e o Mackenzie -, além de estar perto do Estádio do Pacaembu. Há mais de dez anos, seus habitantes protestaram contra a construção do Shopping Pátio Higienópolis porque traria complicações ao trânsito. Hoje, o local é frequentado por mais de 1,6 milhão de pessoas.
Em agosto de 2010, um grupo de moradores organizou um abaixo-assinado para impedir a construção de uma das estações da nova Linha 6-Laranja do metrô na esquina da Avenida Angélica com a Rua Sergipe, onde atualmente fica o Supermercado Pão de Açúcar. Eles argumentavam que o metrô iria aumentar o fluxo de pessoas principalmente nos dias de jogos, já que o Estádio do Pacaembu é próximo ao local inicialmente escolhido e provocaria "ocorrências indesejáveis". Também diziam que a estação ficaria muito próxima à Higienópolis-Mackenzie, que deve ser construída a três quadras dali.
Os críticos ao documento com 3.500 assinaturas relacionaram o pedido de mudança com a classe social dos habitantes de Higienópolis. As reclamações triplicaram na última quarta-feira com a notícia de que o governo havia cedido à pressão. O local da estação seria transferido para a Praça Charles Miller, exatamente como pediam os moradores listados no abaixo-assinado. “A minha impressão é de que esse grupo pequeno e que não representa a opinião da maioria conseguiu fazer uma grande marola”, diz a psicóloga Cássia Naves Fellet, que mora no bairro há 40 anos. “O metrô é importante para a cidade inteira e esta é uma região central onde circula muita gente que vem trabalhar ou passa por aqui porque precisa entregar coisas. Essas pessoas e muitos moradores precisam de opções de transporte.”
Encontro - O presidente da Associação Defenda Higienópolis, Pedro Ivanow, confirma que se reuniu com representantes do metrô em setembro do ano passado para apresentar argumentos sobre a desnecessária proximidade entre as estações. “Mas em nenhum momento houve sinal de preconceito ou pressão da nossa parte, apenas destacamos uma questão técnica com a qual o governo concordou, porque fazia todo o sentido”, afirma.
Na quarta-feira, o Metrô de São Paulo divulgou uma nota oficial em que reconhece estar reavaliando a localização da futura Estação Angélica porque, no plano original, ela estaria a apenas 610 metros da Estação Higienópolis-Mackenzie e a 1.500 metros da PUC-Cardoso de Almeida, o que prejudicaria o funcionamento dos trens. “Essa reavaliação tem caráter exclusivamente técnico, em nada motivada por pressão dos moradores da região de Higienópolis, a favor ou contra a estação”, diz a nota. De acordo com o Metrô, a linha Laranja ainda está na fase de elaboração do projeto básico, que deve ficar pronto até o final do ano, prazo em que ainda são permitidas modificações. O novo local, portanto, ainda não foi definido.
O caso foi parar no Ministério Público, que exigiu explicações do governo sobre os critérios técnicos da mudança. “Pedimos também que eles informassem todas as distâncias entre as estações. Eu observei que entre a Liberdade e a Sé há um espaço menor que o das estações em questão, ou seja, esse critério métrico por si só não quer dizer nada”, argumenta o promotor de Habitação e Urbanismo Maurício Antônio Ribeiro Lopes. Ele propõe que seja feita uma audiência pública para esclarecer os critérios. “É preciso tornar mais transparente esse processo de escolha, que parece estar ao sabor dos ventos”, critica.
Discriminação - A afirmação de uma moradora ao jornal Folha de S. Paulo em 2010 foi a responsável por levantar a suspeita de que o pedido de mudança estaria relacionado ao preconceito contra pessoas que utilizam o transporte público. “Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada", afirmou a psicóloga Guiomar Ferreira ao jornal.
Quando saiu a notícia da alteração, internautas imediatamente a rechaçaram utilizando o termo “gente diferenciada”, que chegou ao ranking de termos mais citados do Twitter. A frase também nomeou um protesto marcado para este sábado. O “Churrascão da Gente Diferenciada”, que ocorrerá em frente ao Shopping Pátio Higienópolis, teve a presença prometida de mais de 54.000 usuários do Facebook.
Na esteira da discussão, muita gente acabou exagerando no tom. O humorista Danilo Gentilicausou indignação no Twitter ao tratar do assunto fazendo referência odiosa aos judeus que vivem no bairro: "Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz [campo de concentração em que judeus eram exterminados durante o Holocausto]. Gentili tentou se desculpar mais tarde.
“Fui agredido pessoalmente por pessoas que interpretaram tudo errado, recebi e-mails ofensivos com palavras de baixo calão e ameaças de agressão física”, relata Pedro Ivanow, que ressalta não compartilhar da opinião de Guiomar Ferreira. “Eu acho que discutir ideias faz parte do jogo democrático, mas a gente precisa fazer isso com responsabilidade”.
Reinaldo Azevedo: À luta, higienopolitanos! Vamos botar fogo em pneus!
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