jueves, 12 de mayo de 2011

Família McCann pede revisão do caso Madeleine a premiê





Desaparecimento da menina inglesa já foi encerrado, mas 
continua sem solução





Não houve uma revisão formal do material recolhido pela polícia, como é feito habitualmente na maioria dos crimes não resolvidos"

Kate e Gerry McCann




Os pais da menina inglesa Madeleine McCann, que desapareceu em Portugal em 2007, quando tinha três anos, pediram ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, uma revisão “independente e transparente” do caso, que ainda está sem solução.

"Não houve uma revisão formal do material recolhido pela polícia, como é feito habitualmente na maioria dos crimes não resolvidos", afirmam Kate e Gerry McCann, em carta aberta ao premiê na qual reivindicam às autoridades britânicas e portuguesas que reabram a investigação policial, encerrada por falta de provas um ano após o início das investigações.

Madeleine sumiu na noite de 3 de maio de 2007, a nove dias de completar 4 anos. Ela dormia em um quarto alugado pela família no complexo turístico de Ocean Club, na praia da Luz, em Portugal. Além dela, estavam no quarto os irmãos gêmeos. As três crianças foram deixadas sozinhas enquanto o casal McCann jantava com amigos em um restaurante próximo.

Kate e Gerry, que já pediram ajuda aos políticos britânicos em outras ocasiões, lamenta que as autoridades tenham se “rendido” na busca pela menina. A investigação da polícia portuguesa, com a colaboração de forças britânicas, não encontrou nenhum rastro de Maddie nem de um possível sequestrador em um primeiro momento. Os pais chegaram a ser apontados como culpados pelo crime, mas foram inocentados logo depois. Em 2009, a polícia britânica voltou a fazer um apelo para encontrá-la, divulgando fotos com projeções da aparência que ela teria um pouco mais velha, para conseguir novas pistas sobre o paradeiro da menina - igualmente sem sucesso.

'Pesadelo' - Esses quatro anos sem qualquer notícia da filha mais velha são definidos pela mãe de Maddie como um "pesadelo sem fim". Ela conta parte da experiência trágica da família em um livro lançado nesta quinta-feira, quando a menina completaria 8 anos.

"A manifestação horrível do que sofri foi um desfile de visões macabras em minha cabeça que me torturavam sem parar", escreve ela. "As imagens que via de Madeleine nenhuma pessoa em sã consciência queria tê-las em sua cabeça."

As vendas deste livro, no qual Kate reitera suas críticas em relação ao modo como a polícia portuguesa conduziu a investigação, serão destinadas a um fundo que os McCann usam para pagar os serviços de detetives particulares. O ex-inspetor português responsável pela investigação considerada controversa também publicou um livro - que acabou sendo recolhido - em que afirmava que a menina estava morta e que seus pais poderiam ter escondido o seu corpo.

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